|
Rays of Draw
|
Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da
gente
Chico Xavier
- [1]Algumas
pessoas do planeta, ao deixarem a vida, veem suas almas migrarem para um lugar
de transição. Esse lugar é inteligentemente arranjado por outras almas (que
aqui já vamos tratar de chamar de espíritos). Estes são perversos. São gênios
impiedosos que os ajuntam em comunidades escuras de ódio e desespero.
(Continuou Salatiel)
- Esse lugar fica
localizado próximo à crosta terrestre e é um local transitório para espíritos
de baixo desenvolvimento espiritual, e é ali que ficam para resgatar suas
dívidas, seus crimes e para que possam continuar sua evolução.
- É povoado por sofrimento e dor, sem contar o
cheiro fétido que caracteriza o nível moral de seus habitantes.
- Lá eles se organizam em
verdadeiras cidades de espíritos que se escondem de si mesmos, envergonhados e
amparados uns nos outros. Agrupam-se, conforme suas afinidades, em cidades,
vilas e núcleos.
- O “chefe”,
digamos assim, é o que vive no melhor prédio, e no local existem salões para
festas, salões para julgamento, salões para audiências, enfim, nos moldes que
conhecemos no planeta. Livros, revistas, jornais em sua grande maioria também
editados na Terra, com a diferença que na Terra existem literaturas para o bom
e para o mau. Lá só tem para o mau.
- Qual o nome deste lugar? (Perguntou Korina)
- Tem vários nomes, por exemplo: Sheol, Mitologia Hebraica. Di Yu, o
inferno da mitologia chinesa; Hades, o inferno da mitologia
greco-romana; Helgardh, o inferno da mitologia nórdica; Mundo dos
mortos, o inferno da mitologia egípcia; Mag Mell, o inferno da
Mitologia irlandesa; Ne no Kuni e Yomi no Kuni, os infernos da mitologia
japonesa. Todos se referem a ele como um lugar de sofrimento e dor, o inferno,
pra resumir. Prefiro chama-lo de Baixo Astral, onde estas almas se concentram
por sintonia. Outros chamam de vale dos suicidas, já que estas almas entraram
num processo destrutivo de seu corpo físico, matéria
que não se desgruda tão facilmente do corpo espiritual, sua densidade vibra
além da culpa e profundo arrependimento o que gera um sofrimento quase
interminável.
- Quando uma
pessoa, jovem e sadia, morre violentamente, como aconteceu com você, as
consequências são terríveis pelo motivo de que o corpo fica denso e com
baixíssimas vibrações, consequentemente acaba caindo no Baixo Astral e não
necessariamente estão ali por castigo ou expiação e sim pela densidade do corpo
astral, como aconteceu com você e, nestes casos, acabam tendo interferência de
colaboradores do plano espiritual superior que as ajudam a desvencilhar-se das
energias densas e as trazem para cá.
- Como assim? Vamos ver se entendi. Então nós estamos em um lugar ao
redor da Terra, num plano, digamos, extra físico?
- Exatamente.
- E eu vim parar num
destes lugares depois que fui assassinada no planeta. Este lugar onde eu estava
não era o lugar em que estaria se eu tivesse saído do planeta em condições
naturais, por doença ou velhice ou coisa semelhante?
- Isso mesmo.
- E quanto as pessoas
que são mortas em grandes conflitos? Guerras, genocídios...
- Bem, isso já segue uma
outra linha que terei prazer em explicar, se for necessário, mais adiante.
Digo, se for necessário, porque em breve e aos poucos, você retomará sua
consciência e talvez nada do que estamos falando agora precise ser dito. Mas,
para começar e para que não fique sem nenhuma resposta, os grandes conflitos,
as grandes guerras ou catástrofes, naturais ou provocadas, acontecem, na
maioria das vezes, por propósitos superiores.
- Propósitos superiores?
- Limpeza irmã. Às vezes
para se fazer uma boa faxina, a casa precisa estar vazia.
- Não consigo ver isso
como “propósito superior”, mas, como você mesmo disse, voltaremos a falar sobre
isso.
- Ou, como eu disse,
talvez não seja necessário.
- Mas me fale, quem era
o ancião que me abordou quando despertava naquele lugar?
- Verbene Shirbazar. Cigano,
de má índole, nascido na Mongólia na época imperial de Genghis Khans e morto numa emboscada, em Ulan Bator,
aos 65 anos, quando tentava assaltar, pela oitava vez, uma comunidade nômade
que vivia nas cercanias da cidade.
- E como ele me
conhecia? Quero dizer, de onde me conhecia que até meu nome sabia?
- Ele, na verdade, era
ligado a Simic. Era o obsessor de Simic, um infeliz desencarnado que usava
Simic pra sentir o gosto da bebida, do sexo, do fumo ou da comida. Um doente
espiritual que por varias vezes tentamos resgatar, mas infrutiferamente, porque
ele acredita pertencer a uma ordem sobrenatural liderada por Satanás. Um
exercito poderoso que pretende dominar a todos quantos puderem recrutar para
destruí-los no final. Então era por esse motivo que ele a conhece e a detesta.
- Me detesta?
- Sim. Por causa do amor
que Simic sente por você, ele se afastou de qualquer espécie de prazer menor.
Bebidas, sexo barato, fumo. Você, pelo seu amor, estava salvando Simic da
interferência de Verbene, com isso, ele perdia seu canal de alimentação das
coisas terrenas.
- E
Simic??? Onde está? Eu o verei novamente?
- Simic e Verbene estão
juntos.
- Sim, você já disse
isso.
- Não Korina, eu não me
expressei direito. Simic e Verbene estão juntos no mesmo plano. Em outras
palavras: Eles estão juntos naquele lugar de onde a resgatamos.
- Mas, como assim? Ele tinha ido encontrar-se com os amigos para fugirem
pelas montanhas da Albânia e...
- Ele também foi
atingido por um soldado. Quando viu que tinham acertado em você, voltou
gritando e o soldado o alvejou.
- Então quando é que vou
vê-lo? Vocês vão resgata-lo também, não é? Ele não pertence aquele lugar, do
mesmo modo que eu. Foi uma fatalidade... Um assassinato.
- Korina,
tranquilize-se. Tudo em seu tempo. Procure agora descansar. Você o verá sim,
são almas próximas. Deixe que a providência divina trabalhe a seu favor, como
sempre fez. No momento certo, no relógio Dela, tudo se fará para o bem.
“Conheço
as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode
tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e
descobriu que eles eram impostores.
Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido.
Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor.”
Apocalipse 2:2-4
Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido.
Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor.”
Apocalipse 2:2-4
[1] Livre interpretação
de textos das seguintes fontes: “O martírio dos suicidas” de Almerindo Martins
Castro, “Nosso Lar” de Francisco Candido Xavier, “Nos bastidores da Obsessão”
de Divaldo Pereira Franco e “Céu e inferno” de Allan Kardec.
Nenhum comentário:
Postar um comentário