quinta-feira, 27 de março de 2014

Prólogo

PROLOGO


Conversa de gente grande


               Vamos combinar uma coisa aqui, antes que comece sua leitura: Todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém quer morrer.
               Não há quem volte para nos trazer noticias de como é do lado de lá da vida e existem (muitas) pessoas que não acreditam que haja vida após a morte. Com toda a sinceridade não acredito na sinceridade desta convicção e, bem, aos que assim acreditam, quero fazer uma pergunta:
              - Que sentido extraordinário está dando a sua vida, já que ela vai acabar definitivamente?
               Há aqueles que acreditam que ao morrer, dorme-se um sono profundo que só será interrompido no dia do juízo final, e estes são muitos, protestantes, cristãos evangélicos, etc, o que me leva a ficar preocupado com a quantidade de pasta de dente que será necessário para a higiene de tantos despertos no tal dia do juízo. Não sei se teremos tanto estoque no planeta.
               Há os que acreditam no purgatório, ou em zonas de expiação transitórias, como espíritas e católicos, por exemplo, apesar de crerem de maneiras diferentes. Um enxerga esse lugar como um lugar de aprendizado e evolução, outro como se tivesse de cumprir um determinado tempo de reclusão para poder, depois desse tempo, ser separado para o céu ou para o inferno, ambos eternos.
               Existem muitas outras maneiras de se relacionar com o que vem depois da morte física, mas o ambiente que criei aqui, neste livro, não é baseado em nenhuma doutrina ou religião, mas em fatos colhidos de experiências relatadas (algumas) e obviamente de um processo de criação em que me baseei na seguinte lógica: Não acaba quando acaba. Em outras palavras, eu acredito que exista vida após a morte e procurei, na minha fantasia, criar os ambientes necessários para a continuação da história, da maneira que assisto do lado de cá da morte, o que está do lado de lá da cortina, já que, como eu disse antes, ninguém voltou pra me contar como é de fato.
              Eu por exemplo, acredito que as palavras inspiradas pelo espírito de Deus estejam no evangelho e procuro seguir o que lá está escrito. Vou aos cultos da igreja que me sinto mais confortável, mas não sou membro de nenhuma para não ter que seguir nenhuma regra doutrinária que ela estabeleça e para ter a liberdade de, por exemplo, discordar de algumas delas. Para alguns, um herege, para outros um oportunista, mas, sinceramente, não me importo com nada disso, é com Deus que tenho compromisso e procuro honra-lo nos textos que se seguem e na vida, de um modo geral, porque, depois dela, sei que vamos ter uma conversa de gente grande e Ele sim, pode me julgar ou puxar a orelha se concluir que não fui sincero.

Dirceu W. Ramos

Nenhum comentário:

Postar um comentário